ABERTAS INSCRIÇÕES PARA 2a. OFICINA DE TEATRO - INFORMAÇÕES: 3274.2197 - FUNDAÇÃO NILO PEREIRA
22 de abr de 2010
HUMOR NA ESTAÇÃO CULTURAL: MANÉ BERADEIRO EM CEARÁ-MIRIM
20 de abr de 2010
CORRIDA E PASSEIO CICLÍSTICO - SUCESSO TOTAL
A tradicional Corrida Ciclística 21 de Abril – Roteiro dos Engenhos – foi realizada nesta quarta-feira 21/04, com a participação de 70 atletas dos municípios de Ceará-Mirim, Natal, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, João Câmara, Rio do Fogo, Touros, Punaú (Maxaranguape), Extremoz e Jandaíra.
Em sua 26ª Edição este ano, o evento é uma promoção da Prefeitura de Ceará-Mirim, realizada pela Secretaria Municipal da Juventude, Esporte, Cultura e Lazer.



Paralelamente a corrida, foi realizada também a 2ª Edição do Passeio Ciclístico 21 de Abril, com percurso apenas na zona urbana do município. O Passeio, que reuniu 115 participantes, foi lançado no ano passado, por ocasião do resgate da tradicional corrida, que continua a atrair esportistas da Grande Natal e de outras regiões do estado.
A Corrida 21 de Abril, que é uma prova aberta, foi disputada em quatro categorias: Geral masculino e feminino, Master “A” com idade entre 35 e 45 anos, e Master “B” para idades acima dos 45 anos, masculino.
A prova foi iniciada às 9h com largada em frente ao prédio do Palácio Antunes, sede da prefeitura de Ceará-Mirim. Os atletas masculinos percorreram uma extensão de 42 km, que compreende o roteiro dos engenhos, enquanto que, a categoria feminina, executou um percurso de 25 km.
Pelo segundo ano consecutivo, o prefeito de Ceará-Mirim, Antônio Peixoto-PR, participou do passeio ciclístico, cumprindo o percurso regulamentar.
Ele enalteceu o trabalho e a organização de toda a equipe da Secretaria de Esporte do município, no que diz respeito a realização do evento, e destacou a importância da competição, que oportuniza ciclistas de Ceará-Mirim e região à prática da atividade esportiva e também de lazer.
Para o prefeito Antônio Peixoto, todo e qualquer tipo de evento esportivo que o município desenvolve, visa a manutenção da saúde do atleta e do cidadão, além de melhorar a qualidade de vida, com a participação de cada um, ou apenas como expectador, proporcionando um momento de lazer e bem estar.
Ao final da prova, a prefeitura de Ceará-Mirim ofereceu premiação em dinheiro e troféu aos três primeiros lugares de cada categoria, bem como, realizou sorteio de bicicletas entre os participantes da Corrida, do Passeio e crianças de rede municipal de ensino. Houve também, sorteio exclusivo entre os integrantes da equipe de Ceará-Mirim.
A tradicional Corrida e Passeio Ciclístico 21 de Abril – Roteiro dos Engenhos – contou com a importante colaboração da Polícia Militar, Guarda Municipal e Grupo de Escoteiros.
Participaram ainda do evento, o vice-prefeito Luis Antônio, secretários municipais, auxiliares do governo, desportistas e a população, que sob um sol causticante de quase 35 graus compareceram para prestigiar o tradicional evento esportivo.
Confira abaixo os principais ganhadores de cada categoria:
MASCULINO GERAL
1º - Márcio Marcos Ramos (São Gonçalo do Amarante)
2º - Marcelo Marques Ramos (Ceará-Mirim)
3º - Flávio Silva (Extremoz)
4º - Cledson Araújo (Parnamirim)
FEMININO GERAL
1º - Alcione Costa de Melo (São Gonçalo do Amarante)
2º - Maria Cilene da Silva (Ceará-Mirim)
3º - Maria Alexandra da Silva (Ceará-Mirim)
4º - Marcileyde Oliveira da Silva (Macaíba)
MASTER “A”
1º - José Wilson Venâncio (Ceará-Mirim)
2º - Antônio Jackson Gomes (Touros)
3º - Francisco Canindé Alves (Ceará-Mirim)
4º - Valdir Barbosa Bandeira (Touros)
MASTER “B”
1º - José Cardoso da Silva (Touros)
2º - José Índio (Jandaíra)
1º LUGAR GERAL MASCULINO (Ceará-Mirim)
- José Wilson Venâncio
1º LUGAR GERAL FEMININO (Ceará-Mirim)
- Maria Cilene da Silva
19 de abr de 2010
TALENTO DA TERRA
Foto: Williane HenriqueRuy Lima, ícone das artes plásticas em Ceará-Mirim, é polêmico porque não teme falar de suas convicções. Defende o que acredita e sua capacidade artística é inegável até por quem o critica. Aqui registro meu respeito. Grande Ruy Lima.
Saiba mais sobre este artista da terra.: http://www.cirandaeditora.blogspot.com/
Waldeck Araújo
Waldeck Araújo
15 de abr de 2010
OFICINA DE DANÇA
Ainda há vagas para a oficina de dança "Gestual Nordestino" que será realizada sábado e domingo em Ceará-Mirim. O local foi transferido para o Auditório Orione Barreto, com início as 09h00. Inscrições gratuitas no Centro Administrativo da Prefeitura, sala da Fundação Nilo Pereira. Podem participar pessoas de ambos os sexos a partir de 16 anos.
13 de abr de 2010
MARQUE PRESENÇA:
A Prefeitura de Ceará-Mirim promove nesta quarta-feira, 14, das 8 às 11 horas, no auditório da Estação Cultural Prefeito Roberto Varela, a audiência pública de lançamento do Projeto Orçamento Participativo. O evento visa estimular a participação da população das comunidades urbanas e rurais na discussão e elaboração do orçamento do Município para 2011.Integrante da Rede Brasileira de Orçamento Participativo, o Município de Ceará-Mirim quer aprofundar a participação da população na discussão de prioridades para investimentos em 2011. O processo foi iniciado já no primeiro ano da administração do prefeito Antônio Peixoto quando a Prefeitura convocou a população para apresentar e discutir propostas para o orçamento de 2010.
Desta vez, o projeto visa ampliar e garantir maior participação da população na definição do orçamento para o próximo ano. Dessa forma, depois da Audiência Pública de lançamento, que será realizada nesta quarta-feira, a Prefeitura, por intermédio de uma comissão formada por representantes de todas as secretarias, realizará reuniões informativas e plenárias deliberativas em diversas comunidades.
O objetivo é fazer com que o orçamento de 2011 seja discutido e tenha suas prioridades apontadas por representantes das comunidades. O processo de discussão será concluído até junho.
OFICINA DE DANÇA EM CEARÁ-MIRIM

A Fundação Nilo Pereira em parceria com o Programa BNB de Cultura realiza a Oficina de Dança: "GESTUAL NORDESTINO: BASE PARA MOVIMENTAÇÃO CONTEMPORÂNEA". Evento acontece neste sábado e domingo (17 e 18/04) a partir das 09h00 da manhã na Estação Cultural Prefeito Roberto Varela, coordenado pela bailarina profissional Giovanna Araújo. Estão disponíveis 25 vagas para ambos os sexos, maiores de 16 anos. As inscrições são gratuitas e estão abertas no Centro Administrativo, sala da Fundação. Participantes receberão camiseta e certificado de participação. Mais informações pelo fone: 3274.2197.
11 de abr de 2010
FUNDAÇÃO NILO PEREIRA ESTREOU PROGRAMA DE RÁDIO
Idealizado pelo Diretor da Fundação Nilo Pereira, Waldeck Araújo de Moura, foi ao ar na noite deste domingo (11/04) pela Rádio 87 Fm de Ceará-Mirim: PRATA DA CASA. Programa radiofônico apresentado por Alexandre Santos, que tem o objetivo de dar oportunidade aos artistas da terra para mostrar seus talentos e divulgar os trabalhos. Na estréia tivemos as participações da professora e poetisa Joana D´arc de Lima que recitou poemas de sua autoria enaltecendo, de modo saudosista, o Vale do Ceará-Mirim em vários aspectos, chegando a emocionar quem estava no estúdio. O segundo momento do programa trouxe o músico Joãozinho, ex-integrante do MUSICANTO, atualmente vocalista da Banda Kairus. Numa entrevista “ao vivo” falou de sua carreira, família, temas da atualidades, intercalado com números musicais acompanhado do competente tecladista Danilo. PRATA DA CASA é um programa semanal, com participação do ouvinte por telefone. Produzido por Waldeck Araújo, que levará sempre artistas da terra nos domingos aos microfones da Rádio Comunitária 87,9 FM após transmissão da missa noturna. O apoio cultural é da Pizzaria A FORNALHA, uma organização de LUCI, grande incentivadora da cultural local.
10 de abr de 2010
E S T R É I A
A partir deste domingo (11/04) as oito horas da noite a Rádio 87 FM de Ceará-Mirim levará ao ar: “PRATA DA CASA”. Produzido pela Fundação Nilo Pereira, semanalmente o programa irá destacar os talentos de Ceará-Mirim e região na música, poesia, arte e cultura. Dentre as atrações, um quadro de entrevistas que estréia com a presença de JOÃOZINHO (Ex-Musicanto). Apresentação: Alexandre Santos, redação Edvaldo Morais e Direção Geral: Waldeck Araújo. “PRATA DA CASA”, sua nova opção nas noites de domingo. 9 de abr de 2010
1 de abr de 2010
NAS ONDAS DO RÁDIO
A Rádio Comunitária 87,9 FM de Ceará-Mirim abre espaço para a Fundação Nilo Pereira, que irá produzir um programa musical denominado PRATA DA CASA. Será semanal e apresentará a cada edição um artista da terra. Música, entrevista e interatividade. Com uma hora de duração, a estréia será no domingo, 11 de abril, após a transmissão da missa da noite. O primeiro convidado é o cantor Joãozinho (ex-Musicanto), atualmente vocalista da Banda Kairus. O programa terá direção de Waldeck Araújo, redação de Edvaldo Morais e apresentação de Alexandre Santos, todos da Fundação Nilo Pereira.
31 de mar de 2010
30 de mar de 2010
O Colégio de Santa Águeda (Ceará-Mirim) realiza no final de tarde desta quarta-feira (31/03) a 10ª. Viagem Literária Feminina através da Poesia. Trata-se de um sarau lítero-musical que homenageia a mulher potiguar. Evento acontece no Salão Nobre do CSA, sob a coordenação dos professores Gerinaldo Moura e Erivânia Melo de Morais. Além de homenagens, acontecem performances poéticas pelos alunos do 9º ano “A” e “B” daquela instituição. 29 de mar de 2010
MILITARES BRASILEIROS QUE RETORNAM DO HAITI RECEBEM HOMENAGEM CONFECCIONADA EM CEARÁ-MIRIM
O escultor de Ceará-Mirim, Edvaldo Santiago, Naldo, como é mais conhecido, prepara encomenda do Exército brasileiro. Ele está confeccionando soldados boinas azuis, que serão entregues aos militares que estão regressando do Haiti. Parabéns do blog a este artista da terra pelo seu talento.Filho mais velho de Etewaldo Cruz Santiago, Naldo sempre trabalhou ao lado do pai, ajudando na sua lide com o barro. Nascido em 1968, ele conta que aprendeu o que sabe com o velho.
“A minha vida foi engraçada. Eu fui servir o Exército e lá eles viram que eu sabia esculpir o barro. Então os oficiais começaram a pedir para eu fazer soldados, marinheiros, emblemas e tudo mais. Eu fui fazendo. Também fazia algumas imagens, mas as figuras militares acabaram sendo o meu forte e o meu ganha-pão. Eu gosto de fazer tudo bem detalhado, bem trabalhado. Acho que, com o tempo, o escultor vai descobrindo coisas e ficando mais sabido, com mais conhecimento.”
As peças em tamanho natural de Edivaldo podem ser vistas nos jardins de vários quartéis e bases aéreas. “No quartel onde servi até me deram uma dispensa para eu poder ir para casa e fazer a peça que eles queriam”, conclui Naldo.
27 de mar de 2010
HOMENAGEM A MADALENA ANTUNES

A SINHÁ-MOÇA DO OITEIRO
Colaboração: Lúcia Helena Pereira (*)
Em 25 de maio de 1880, em Ceará - Mirim, nascia, no engenho Oiteiro, em Ceará – Mirim, Maria Madalena Antunes de Oliveira, filha do coronel José Antunes de Oliveira e Joana Soares de Oliveira.
Posteriormente, ao se casar com Olympio Varela Pereira, passou a assinar Maria Madalena Antunes Pereira, tornando - se, a partir de 1958, mais conhecida como a Sinhá - Moça do Oiteiro.
Vale acrescentar que Madalena Antunes prestou colaboração ao Jornal - O CEARÁ-MIRIM - nos idos de 1912, assinando suas cartas e diversos escritgos, com o pseudônimo de CORÁLIA FLORESTA e, concomitantemente, HORTÊNCIA.
Madalena Antunes era uma criança alegre, virtuosa, cheia de amor pela família, pelos irmãos Juvenal Antunes de Oliveira (poeta), Etelvina Antunes de Lemos (poetisa) e Ezequiel Antunes de Oliveira (médico do exército).
Teve sempre o melhor carinho para com os “menores”, daí, o seu amor pelas filhas de escravos: Tonha e Patica, “crias da casa do coronel', com as quais apegou - se, em correspondida afeição, além, da fidelidade estóica e comovente das jovens mucamas, suas companheiras diletas nos tempos de criança.
Ao casar-se com o industrial da cana - de - açúcar: Olympio Varela Pereira, do engenho Oiteiro, Madalena Antunes mudou - se com a família, para Natal, na casa da Av. Hermes da Fonseca, 700, Tirol.
O casal teve cinco filhos: Abel Antunes Pereira (pai de Lúcia Helena), Ruy Antunes Pereira, Vicente Ignácio Pereira, Maria Antonieta Pereira Varella e Joana D´arc Pereira do Couto
Vovó Madalena vivia pacatamente e com simplicidade. Escrevia seus manuscritos numa mesinha de jacarandá preta, sob o velho terraço da casa.
Assim ela manifestava o seu talento e fantasiava os seus momentos de solidões, numa época de preconceitos ao papel da mulher na literatura e em outras atividades, quase que destinadas apenas ao homem. Conviveu com intelectuais como Luis da Câmara Cascudo, Manoel Rodrigues de Melo, Esmeraldo Siqueira, Veríssimo de Melo, Nilo Pereira (sobrinho dileto) e outros. Foi quando descobriu a fórmula “mágica” para editar e lançar o seu livro, o qual, em manuscritas páginas, estava concluído.
Era grande a ansiedade para o lançamento do livro de Madalena Antunes - um acontecimento raro! Presenciei essas “cenas” por algum tempo, observando a empolgação dos intelectuais diante da perspectiva de uma norte - rio -grandense infiltrar-se no mundo literário. E foi desses nomes da nossa rica literatura, que ela recebeu os melhores estímulos, até que, através do contacto de Câmara Cascudo e Nilo Pereira, com um escritor pernambucano, seus manuscritos chegaram à Editora Irmãos Pongetti - Rio de Janeiro - e o livro foi editado com o apoio da Casa Euclides da Cunha, Coleção Nísia Floresta, em 1958.
Eu tinha treze anos quando vovó Madalena terminou de escrever o seu livro. Estava organizado em papel almaço quando ela me deu para ler alguns trechos. Lembro a minha emoção ao receber esse material precioso, em manuscritas linhas. Na contra - capa desse material ela escreveu: “Largo é o sorriso que me acompanha e estreito o caminho daqueles que não compreendem as poesias da alma. Eu sou apenas uma mulher feliz, alguém que aprendeu a canalizar os sentimentos, sem se queixar diante dos embates da vida! Madalena Antunes!”
Com toda a movimentação para o lançamento do seu livro, vovó Madalena foi surpreendida com a visita da senhora Maria Tereza, redatora - chefe da revista “DA MULHER PARA MULHER” (1958) que veio do Rio de Janeiro, para entrevistá-la. E vovó não deixou por menos. Ofereceu-lhe um chá com vários convidados e um buffet bem próprio daquela época: chá, café, torradinhas, pão assado no leite de coco, baba - de - moça, arroz - doce, cartola (com açúcar e canela), biscoitinhos de polvilhos, bolo de batata, de ameixas e o bolinho da vovó – com cobertura açucarada (cortado em cubinhos e cobertos com uma glacê caseira feita com açúcar, limão e um pouco de manteiga). Abrindo a entrevista, Maria Tereza perguntou - lhe: “Como a senhora se sente ao publicar o seu primeiro livro, com tantas manifestações de carinho, notícias em jornais, intelectuais cercando - a intensivamente? E esse terraço, haverá um história”? Seus olhos oceânicos brilharam e ela respondeu: “Saí de um vale encantado para a cidadezinha dos Reis Magos. Aqui, então, fui reunindo as minhas reminiscências e encontrando escritores que me incentivaram na árdua caminhada. Deixar o Oiteiro e a velha Ceará- Mirim -O Solar Antunes), para morar em Natal, deu-me algumas vantagens e os primeiros vislumbres intelectuais. Por outro lado, venho sentindo falta da minha paisagem de infância, da mansidão do vale, dos parentes e amigos que lá ficaram. Quanto ao terraço, nele está a fronteira do meu pequeno - grande mundo, a minha “ilha”, o meu refúgio, a mangueira frondosa e bela! Afinal, as árvores também saem dos seus lugares e dão sombras e frutos, e os pássaros pousam e cantam as suas lindas estrofes musicais! Sobre o meu livro, creio que a vida vai escrevendo a nossa história e o Oiteiro vai me levando de volta a um tempo ameno, cheio de poesia e beleza, ao meu “templo” de gratas recordações que vou deixando para as novas gerações.”
Continuando, a senhora Maria Tereza insistiu: “Então, somente as recordações e saudades do vale levaram - na a escrever um livro?” Madalena Antunes sorriu e falou com doçura: “ Foram os encantamentos da infância que enriqueceram as minhas lembranças; o feitiço do Oiteiro com suas perfumadas auroras e os crepúsculos cheios de inspirações! O Oiteiro, o velho engenho com o oitizeiro à beira da estrada! Aquele pedaço de céu foi o palco iluminado das minhas recordações! A fonte perene dos meus sonhos de menina! Saiba, Maria Tereza, desde criança fui aprisionando no coração as minhas lembranças, o que não imaginava é que, um dia, elas seriam impressas nas páginas de um livro. Creio que isso foi seduzindo o meu espírito e me privando da solidão comum desses novos tempos, na cidade. Escrever, pelo menos para mim, é um belo exercício da alma, uma forma de suprir solidões e saudades. E no Oiteiro, ficou o grande oitizeiro, o qual devo bendizer: Oh! Velho oitizeiro, figura do passado, templo de minhas primeiras impressões! Quantas coisas recordas! Oh! Árvore do pomar da minha felicidade”! M.M.A.P.
Em 1958, na Fundação José Augusto (antiga Escola de Jornalismo de Natal), Madalena Antunes autografou, em grande estilo, o seu livro OITEIRO: MEMÓRIAS DE UMA SINHÁ- MOÇA reunindo crônica, romance, poesia, história e regionalismo. Um livro reeditado pela A.S. Livros na II Bienal Nacional do Livro em Natal -2002, prefaciado por mim e autografado no stand da Academia Feminina de Letras.
Madalena Antunes faleceu em 11 de junho de 1959, saindo da casa da Hermes da Fonseca, carregada pelas asas dos anjos, para outras dimensões.
Em maio de 2001, no Palácio da Cultura de Natal, a Fundação José Augusto, através do seu presidente - jornalista e escritor Woden Madruga, com apoio do Governo do Estado do RN lançou a revista antológica: “MULHER POTIGUAR: CINCO SÉCULOS DE PRESENÇA”, onde, entre as 24 mulheres homenageadas, está Madalena Antunes.
E, com muita honra, o nome Madalena Antunes faz parte do grupo das 40 Patronas da Academia Feminina de Letras do RN(da qual sou membro), presidida por ZELMA FURTADO BEZERRA, onde ocupo a cadeira número 08, tendo, como patrona - Madalena Antunes.
Madalena Antunes faz parte do acervo de mais de 400 mulheres pesquisadas por Zelma Bezerra, às quais, encontram-se em fotos e obras, no acervo do Memorial da Mulher Potiguar.
Neste espaço de “blog” literário - cultural e social, quero dedicar esta página biográfica, saudosista e de louvor à minha avó paterna - Madalena Antunes - transcrevendo, o que meu pai - Abel Antunes Pereira - em 1935, recebeu de sua mãe Madalena (deveria ter sido gravado em letras de ouro).
Era o aniversário do meu pai (seu filho e depois, vizinho na avenida Hermes da Fonseca):
“ Natal, 23 de março de 1935:
Abel:
Meu querido filho, hoje, dia do seu aniversário, quero dar - lhe minha benção espiritual, como o melhor presente que poderia ofertar - lhe neste dia tão especial. Ela vai perfumada do olor daquelas rosas, que você plantou, com tanto amor e cuidados, no jardim do meu coração. Plantamos, nos jardins da vida, muitos balcões de plantas preciosas. Qual a mais bela? Não saberia dizer. Mas, você, meu filho, de quem jamais encontrei a pequena graminha comum, entre as rosas do amor filial, abençôo hoje orando por sua saúde e felicidade.
Por tudo isso, meu bom filho, peço - lhe, que quando chegar a hora derradeira, você possa entrelaçar as minhas mãos frias com as contas do meu rosário, no qual sempre oro por sua felicidade. Um beijo de sua Lhene (Madalena!)”. (Coincidência, acaso...o fato é que papai fez exatamente o que ela pediu)
Madalena Antunes, que nasceu no engenho Oiteiro, que morou no Solar Antunes (construído pelo seu pai e meu bisavô - José Antunes de Oliveira), que passava férias na casa - grande do engenho Guaporé (construído na metade do séc. XIX (residência do Barão do Ceará - Mirim: Manoel Varela do Nascimento), que foi a primeira mulher na história do Rio Grande do Norte, a publicar um livro regionalista e de memória, aqui está, aclamada por mim, sua neta, com uma emoção diferente, aos 60 anos, dilatando - se do coração para a alma!
Madalena Antunes que é nome de Escola em Ceará - Mirim; que tem sido alvo de tema fascinante em monografias e teses de alunos concluintes da UFRN- Universidade Federal do Rio Grande do Norte, da UNP -Universidade Potiguar-, temas de dissertações de alunos de Escolas particulares e públicas do RN, além de palestras proferidas por mim, citações em livros, e outras histórias, para quem honrou sua terra, sua gente, sua pátria. AMÉM!
(*) Escritora, poetisa, ex - presidente regional e nacional da AJEB-RN (1990 a 2000), membro da Academia Feminina de Letras do RN, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rn, membro da UBE/RN.
Nota: A capa do livro Oiteiro - segunda edição (A.S. LIVROS - da Coleção LETRAS POTIGUARES)) - 2002, é uma tela pintada pela grande artista plástica Goreth Medeiros (óleo sobre tela), com projeto gráfico do designer - Fernando Chiriboga.
26 de mar de 2010
LIVRO INÉDITO DE NILO PEREIRA
De Recife (PE) nos chegam informações que em breve a Editora Universitária, da UFPE lançará livro inédito do grande cearamirinense Nilo Pereira. Trata-se de “Histórias Peregrinas e Outros Estudos”. O Dr. Geraldo Pereira, filho de Nilo, reuniu opúsculos (ou plaquetes), nos quais estavam publicados discursos, conferências e palestras feitas no Recife, na Paraiba e no Rio Grande do Norte. Uma abordagem leve, como era o estilo de Nilo Pereira, de certos feitos históricos que interessam a toda gente. Tem a Apresentação do Reitor Amaro Lins, o Prefácio da professora e ex-aluna de Nilo Pereira, Socorro Ferraz, Orelhas da conterrânea do autor, Helicarla Morais, e o texto da contracapa de Marcus Accioly.
Dr. Geraldo Pereira, cronista dos bons e também articulista do Jornal do Commercio do Recife, mantém o www.blogdegeraldopereira.blogspot.com, como ele mesmo define: “Um espaço para a publicação de crônicas.Uma página especialmente dedicada à poética dos sentimentos e à prosa das lembranças. Mas também um lugar virtual para a reflexão, para a discussão de idéias e de ideais.”
***Para acessar as demais páginas clique nas opções abaixo do cabeçalho.
***Sugestões, mensagens, críticas construtivas ou colaborações, utilize nosso e-mail: fnilopereira@hotmail.com
24 de mar de 2010
26 de fev de 2010
SÓ LEMBRANÇAS
A revista O Cruzeiro surgiu no final dos anos 20, tendo sua primeira publicação em 10 de novembro de 1928. Patrocinada pelos Diários Associados de Assis Chateaubriand, O Cruzeiro é considerada a principal revista ilustrada brasileira do século XX, sendo responsável por toda uma reformulação técnica e estética no meio jornalistico.A maior definição gráfica e o uso da rotogravura foram algumas de suas caracteristicas marcantes, que permitiam uma melhor associação entre o texto e a imagem nas matérias.
As inovações trazidas pelo O Cruzeiro obrigaram a modernização do mercado e lançaram o fotojornalismo como principal corrente editorial de sua época.
A última edição de O Cruzeiro é de julho de 1975, com Pelé na capa, então jogador do Cosmos, vestido de Tio Sam.
*** Em fevereiro de 1974, duas músicas se destacaram na programação das rádios em todo o país. A primeira, internacional: “Goodbye Yellow Brick Road”, com o então jovem inglês Elton John. A segunda: “Retalhos de Cetim”, do compositor e cantor brasileiro Benito di Paula. Estas duas canções eram as mais tocadas nas paradas de sucesso em todo o Brasil. Só lembranças.
CEARÁ-MIRIM E A CIDADANIA
O distrito Coqueiros – zona rural de Ceará-Mirim – recebe neste sábado 27 de fevereiro, o Projeto “Cidadania na Comunidade”, com ações de Educação, Esporte, Cultura e Lazer.O evento, com início previsto para às 8h, acontecerá durante todo o dia, até às 17h, no Centro de Educação Rural Professor José Tito Júnior-CERU, numa realização da Secretaria Municipal do Trabalho, Habitação e da Assistência Social-Semthas, por meio do Centro de Referência da Assistência Social-CRAS Rural, dentro do Programa de Atenção Integral às Famílias-PAIF, em parceria com as secretarias municipais de Educação, Saúde, e Juventude, Cultura, Esporte e Lazer.
O projeto, tem como objetivo, proporcionar espaço de lazer, cultura, esporte e arte para crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos residentes nas comunidades com pouca oferta de atividades sócio-culturais, as capacidades criativa e produtiva, além de fortalecer a auto-estima e despertar a consciência de cidadania com vistas à contribuir com a redução dos índices do uso abusivo do álcool e outras drogas, da criminalidade, prostituição e principalmente a violência juvenil.
De acordo com Ana Cristina Galdino, coordenadora do CRAS Rural, com sede em Coqueiros, o público-alvo do projeto está voltado para crianças, adolescentes e jovens na faixa etária entre 07 e 24 anos.
Segundo ela, uma das principais metas do Projeto “Cidadania na Comunidade”, é proporcionar a participação dos jovens em atividades artísticas, esportivas e culturais, desenvolvendo suas habilidades e competências em diferentes áreas, nas suas vidas.
“Uma das grandes importâncias desse projeto, é proporcionar aos jovens, um momento de encontro consigo mesmo, transformando-os em agentes multiplicadores do conhecimento, da arte, da cultura e do esporte, em suas vidas”, ressalta Ana Cristina, lembrando também, que outra meta importante do projeto, é aumentar o interesse do jovem pelo estudo, ampliar sua visão de mundo e reduzir a ociosidade, além de evitar o envolvimento com bebidas alcoólicas e outras drogas, marginalidade, violência e prostituição.
METODOLOGIA
O Projeto “Cidadania na Comunidade” consiste na realização de atividades esportivas, palestras informativas nas mais diversas áreas como: saúde, educação, drogas e etc..., além de oficinas de arte e cultura, apresentações culturais, sendo preparado um ambiente específico para cada atividade à ser apresentada.
Todas as atividades aplicadas pelo projeto, visam o desenvolvimento, reconhecendo as suas potencialidades em configurar-se em ações comprometidas com a inclusão social.
Consta ainda da programação neste sábado em Coqueiros, duas apresentações: a primeira, na abertura do evento, uma Batucada com a equipe do Projovem, e a outra, por ocasião do encerramento da programação, uma apresentação da Banda de Música Djalma Ribeiro, da Fundação de Cultura Nilo Pereira.
Fonte: Jorge Moreira
Assessor de Comunicação da
Prefeitura de Ceará-Mirim
HOJE NA HISTÓRIA
Em 26 de Fevereiro de...
1983 - O álbum Thriller, de Michael Jackson, chega ao primeiro lugar nas paradas de sucesso dos Estados Unidos.
1990 - Violeta Chamorro é eleita presidente da Nicarágua.
1993 - Explosão mata seis pessoas no estacionamento do World Trade Center, em Nova York. Foi o primeiro atentado talibã contra o prédio.
1939 – Nasce no Rio de Janeiro, Wilson Simonal, cantor brasileiro.
Wilson Simonal de Castro (Rio de Janeiro, 26 de fevereiro de 1939 — 25 de junho de 2000) foi um cantor brasileiro de muito sucesso nas décadas de 1960 e 1970. Simonal teve dois filhos, também músicos - Wilson Simoninha e Max de Castro.
Wilson Simonal - Começou a carreira cantando em bailes do 8º grupo de Artilharia da Costa, cantando também em inglês, rock e calipsos. Em 1961 foi crooner do conjunto de calipso Dry Boys, fez parte do conjunto Os guaranis. Se apresentou no programa Os brotos comandam, sendo apresentador do programa Carlos Imperial. Cantou nas casa noturnas Drink e Top Club. Foi levado por Luiz Carlos Miéle e Ronaldo Bôscoli para o Beco das Garrafas, que era o reduto da bossa nova.
Em 1964 viajou pelas América do Sul e América Central, junto com o conjunto Bossa Três, do pianista Luís Carlos Vinhas. De 1966 a 1967 apresentou o programa de TV, Show em Si …monal, pela TV Record - canal 7, de São Paulo. Seu diretor era Carlos Imperial. Se revelando um show man, fez grande sucesso com as músicas País tropical (Jorge Ben), Mamãe passou açúcar em mim, Meu limão, meu limoeiro, Sá Marina (Antonio Adolfo/Tibério Gaspar), num swing criado por César Camargo Mariano, que fazia parte do Som Três, junto com Sabá e Toninho, que foi chamado de pilantragem.
Em 1970 acompanhou a seleção brasileira de futebol à Copa do Mundo, realizada no México, onde tornou-se amigo dos jogadores de futebol Carlos Alberto, Jairzinho e do maestro Erlon Chaves.
Nesta época, Simonal era um cantor bastante assediado pela imprensa e pelos fãs e vivia o auge de sua carreira.
No início da década de 1970, Simonal sofreu um desfalque na empresa que possuía e brigou com seu contador por conta das questões financeiras e fiscais. Este contador era o contador de diversos atores e diretores da Globo e, revoltado com a postura de Simonal, acabou se aliando com o diretor João Carlos Magaldi, que detinha um poder enorme de comunicação (ele era exatamente o diretor da Central Globo de Comunicação) e juntos inventaram um boato terrível sobre Simonal visando especificamente destruir completamente a carreira do cantor. Ou seja, como eram os anos da ditadura e a Globo era o porta voz dessa ditadura, Magaldi inventou que Simonal era alcagüete, dedo duro, e que estaria dedurando grande parte da classe artística para a polícia.
Durante os interrogatórios, Simonal foi acusado de ser informante do Dops. A repressão imposta pela ditadura militar brasileira, e levaram os jornalistas da época a acreditar que Simonal fôsse informante do SNI. O jornal alternativo O Pasquim acusou-o de dedo duro e Simonal ficou desmoralizado no meio artístico-intelectual e cultural da época e sua carreira começou a declinar.
A classe artística inteira e o público voltou-se contra Simonal. E com isso a carreira do cantor foi completamente destruída por um boato gerado dentro da Central Globo e, até a sua morte, ele jamais conseguiu recuperar-se da fama de traidor, embora esta “traição” tivesse sido amplamente desmentida.
Simonal caiu no ostracismo a partir da década de 1980, e sempre negou veementemente todas as acusações. Porém tornou-se deprimido e vítima do alcoolismo e morreu de complicações decorrentes do vício.
Em 2002, após sua morte, a família do cantor requisitou abertura de processo para verificar a acusação de informante do regime. Foram reunidos depoimentos de diversos artistas, além de um documento datado de 1999 em que o então secretário de Direitos Humanos, José Gregori, atestava que não havia evidências - fosse nos arquivos do Serviço Nacional de Informações (SNI) ou no Centro de Inteligência do Exército - de que Simonal houvesse agido como delator. Como resultado, o nome do músico foi reabilitado publicamente pela Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em 2003.
Independente de qualquer acusação política, porém, o legado artístico de Wilson Simonal vem ganhando cada vez mais reconhecimento pela história da Música Popular Brasileira, onde é considerado um dos melhores cantores.
Fonte: Last FM – Biografias.
1938 - Brasil aprova sua segunda Constituição.
1969 - Presidente Artur da Costa e Silva edita o Ato Institucional nº 7 suspendendo as eleições democráticas no País.
1969 - Presidente Artur da Costa e Silva edita o Ato Institucional nº 7 suspendendo as eleições democráticas no País.
1983 - O álbum Thriller, de Michael Jackson, chega ao primeiro lugar nas paradas de sucesso dos Estados Unidos.
1990 - Violeta Chamorro é eleita presidente da Nicarágua.
1993 - Explosão mata seis pessoas no estacionamento do World Trade Center, em Nova York. Foi o primeiro atentado talibã contra o prédio.
1939 – Nasce no Rio de Janeiro, Wilson Simonal, cantor brasileiro.
Wilson Simonal de Castro (Rio de Janeiro, 26 de fevereiro de 1939 — 25 de junho de 2000) foi um cantor brasileiro de muito sucesso nas décadas de 1960 e 1970. Simonal teve dois filhos, também músicos - Wilson Simoninha e Max de Castro.
Wilson Simonal - Começou a carreira cantando em bailes do 8º grupo de Artilharia da Costa, cantando também em inglês, rock e calipsos. Em 1961 foi crooner do conjunto de calipso Dry Boys, fez parte do conjunto Os guaranis. Se apresentou no programa Os brotos comandam, sendo apresentador do programa Carlos Imperial. Cantou nas casa noturnas Drink e Top Club. Foi levado por Luiz Carlos Miéle e Ronaldo Bôscoli para o Beco das Garrafas, que era o reduto da bossa nova.Em 1964 viajou pelas América do Sul e América Central, junto com o conjunto Bossa Três, do pianista Luís Carlos Vinhas. De 1966 a 1967 apresentou o programa de TV, Show em Si …monal, pela TV Record - canal 7, de São Paulo. Seu diretor era Carlos Imperial. Se revelando um show man, fez grande sucesso com as músicas País tropical (Jorge Ben), Mamãe passou açúcar em mim, Meu limão, meu limoeiro, Sá Marina (Antonio Adolfo/Tibério Gaspar), num swing criado por César Camargo Mariano, que fazia parte do Som Três, junto com Sabá e Toninho, que foi chamado de pilantragem.
Em 1970 acompanhou a seleção brasileira de futebol à Copa do Mundo, realizada no México, onde tornou-se amigo dos jogadores de futebol Carlos Alberto, Jairzinho e do maestro Erlon Chaves.
Nesta época, Simonal era um cantor bastante assediado pela imprensa e pelos fãs e vivia o auge de sua carreira.
No início da década de 1970, Simonal sofreu um desfalque na empresa que possuía e brigou com seu contador por conta das questões financeiras e fiscais. Este contador era o contador de diversos atores e diretores da Globo e, revoltado com a postura de Simonal, acabou se aliando com o diretor João Carlos Magaldi, que detinha um poder enorme de comunicação (ele era exatamente o diretor da Central Globo de Comunicação) e juntos inventaram um boato terrível sobre Simonal visando especificamente destruir completamente a carreira do cantor. Ou seja, como eram os anos da ditadura e a Globo era o porta voz dessa ditadura, Magaldi inventou que Simonal era alcagüete, dedo duro, e que estaria dedurando grande parte da classe artística para a polícia.
Durante os interrogatórios, Simonal foi acusado de ser informante do Dops. A repressão imposta pela ditadura militar brasileira, e levaram os jornalistas da época a acreditar que Simonal fôsse informante do SNI. O jornal alternativo O Pasquim acusou-o de dedo duro e Simonal ficou desmoralizado no meio artístico-intelectual e cultural da época e sua carreira começou a declinar.
A classe artística inteira e o público voltou-se contra Simonal. E com isso a carreira do cantor foi completamente destruída por um boato gerado dentro da Central Globo e, até a sua morte, ele jamais conseguiu recuperar-se da fama de traidor, embora esta “traição” tivesse sido amplamente desmentida.
Simonal caiu no ostracismo a partir da década de 1980, e sempre negou veementemente todas as acusações. Porém tornou-se deprimido e vítima do alcoolismo e morreu de complicações decorrentes do vício.
Em 2002, após sua morte, a família do cantor requisitou abertura de processo para verificar a acusação de informante do regime. Foram reunidos depoimentos de diversos artistas, além de um documento datado de 1999 em que o então secretário de Direitos Humanos, José Gregori, atestava que não havia evidências - fosse nos arquivos do Serviço Nacional de Informações (SNI) ou no Centro de Inteligência do Exército - de que Simonal houvesse agido como delator. Como resultado, o nome do músico foi reabilitado publicamente pela Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em 2003.
Independente de qualquer acusação política, porém, o legado artístico de Wilson Simonal vem ganhando cada vez mais reconhecimento pela história da Música Popular Brasileira, onde é considerado um dos melhores cantores.
Fonte: Last FM – Biografias.
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